quarta-feira, 16 de maio de 2012

Todos temos momentos

Não sou o príncipe que me criou pra ser. Pff, passo longe disso. Sou o que sinto ser, menos do que espera e mais do que conhece. Adoro o que você chama de defeitos, de erros seus, de coisas que você não pode consertar.
Eu nunca estive quebrado. A aberração não foi o que eu me tornei, mas simplesmente a expectativa que não se realizou. Não sou o boneco de um Deus, não sou sua obra de arte, não serei o pai de seus netos, serei o pai dos meus filhos. Serei eu, livre de você, livre do mundo, mas nunca livre de mim.
Não lhe dá orgulho saber que sua cria é quase indomável? Que se nem você a controla, ninguém mais poderá? Que irônico da minha parte, claro que o orgulho é superestimado. Não deixe de sentir orgulho por não ter parido um semideus, mas por não ter parido um semiumano.
Eu não sou um plano, não sou uma estátua, não sou exigente. Sou o que você tem.
Te amo, você me ama. Transparente.
Sou o que você tem.